sábado, 15 de novembro de 2025

A REPÚBLICA DO BRASIL: VENTURAS E DESVENTURAS DE UM GIGANTE - IVO NOGUEIRA

 


Um país que cresce a passos lentos por conta de suas próprias contradições.

Se fôssemos descrever o Brasil usando a pena de nossos grandes mestres, talvez tivéssemos um país com a complexidade histórica de um Érico Veríssimo, a ironia social de um Luiz Fernando Veríssimo, a alma profunda e fiel de Ariano Suassuna, e a crítica pungente às estruturas de poder de um Lima Barreto ou de uma Maria Firmina dos Reis.

O Brasil é, em essência, um paradoxo. Um país de venturas incontáveis, abençoado por uma natureza pródiga e um povo de resiliência criativa; e, ao mesmo tempo, um país de desventuras cíclicas, que parece tropeçar nas próprias pernas, crescendo a passos lentos, freado por suas contradições internas.

Hoje, 15 de novembro, celebramos a Proclamação da República. Mas qual República celebramos? Desde 1889, a história pátria tem sido menos a busca por um projeto de nação e mais uma sucessão de projetos de poder.

O objetivo deste artigo não é lamentar o passado, mas sim compreender o presente para iluminar o futuro. A verdade, que precisa ser dita com realismo, é que o Brasil raramente foi conduzido por um projeto de Estado; foi, quase sempre, sequestrado por projetos de governo, por prioridades pessoais ou por cruzadas ideológicas que colocam o "bem comum" em segundo plano.


O Contínuo Desencontro com o "Bem Comum"

A República Velha serviu às oligarquias. O Estado Novo, ao centralismo desenvolvimentista. O período democrático pós-45, a arranjos populistas. O regime de 64, a uma visão de segurança nacional. E a Nova República, infelizmente, mergulhou no que vemos hoje: um campo de batalha onde o que menos importa é o Brasil.

O que assistimos em nossos dias não é um fenômeno novo; é o ápice de um processo crônico.

Somos uma nação rica, mas governada com foco no assistencialismo que perpetua a dependência, em vez de focar na infraestrutura que gera dignidade e autonomia. Como notou Augusto Cury, um povo que não aprende a gerir suas emoções (e suas crises) torna-se refém delas. O Brasil está refém da polarização.


Estamos divididos, confusos, perdidos em nossos rumos. Um país governado por grupos ideológicos que parecem mais interessados em implementar uma agenda global do que em resolver a agenda nacional mínima: o saneamento que falta, a estrada que não existe, a segurança que se foi e a educação que não forma.

Vemos uma economia que parece predar seus próprios produtores, sufocando com burocracia e impostos aqueles que geram a riqueza. Assistimos a uma Justiça que, por vezes, parece mais politizada e tendenciosa do que cega, gerando uma insegurança jurídica que afugenta o progresso.


Temos o absurdo de ver figuras eleitas em fuga, confusão entre os poderes e uma incoerência gritante no trato de nossas riquezas naturais, como o meio ambiente, que ora é usado como desculpa para travar o produtor, ora é negligenciado pela ganância.


A Força do Brasil Real

Contudo, seria um erro trágico confundir o Brasil com Brasília. Seria como julgar a obra de Suassuna apenas pelos "coronéis" e esquecer a força redentora de João Grilo.

O Brasil real, o Brasil profundo, não está no palanque; está no campo, na fábrica, na sala de aula, na igreja e, acima de tudo, na família. O Brasil que funciona é aquele que acorda às cinco da manhã, que produz, que ora e que, apesar de tudo, ainda crê.

A grande desventura do Brasil é a insistência de suas elites em projetos que nos dividem. A grande ventura do Brasil é a resiliência de seu povo, que teima em se unir pelo bem comum, mesmo que as lideranças falhem em fazê-lo.

Como Lima Barreto criticou em "Triste Fim de Policarpo Quaresma", o problema nunca foi a falta de patriotismo do povo, mas o delírio dos que governam, distantes da realidade da nação.


A Esperança que se Constrói

O futuro do Brasil não pode ser sombrio, pois nossa vocação é a da esperança. A esperança cristã não é a de sentar e esperar, mas a de construir ativamente o porvir.

Estamos em um momento de depuração. Essas desventuras, essas crises dolorosas, servem para expor as contradições que carregamos há mais de um século. Elas nos forçam a olhar no espelho.

O que precisamos não é de um salvador da pátria, nem de mais uma ideologia importada. Precisamos de um projeto de Nação consistente, focado no essencial: Justiça, Ordem, Liberdade e Progresso. Um projeto que entenda que a verdadeira justiça social não é o Estado dando o peixe, mas o Estado garantindo o direito de pescar em um rio limpo e desimpedido.

A saída para o Brasil não é política, no sentido partidário; é moral e espiritual.

É o resgate da unidade nacional pelo bem comum. É a compreensão de que as famílias são a base de tudo e que o governo deve servi-las, e não o contrário.


O Brasil é maior que suas crises. O gigante não está morto; está apenas amarrado pelas cordas da mediocridade ideológica. Cabe a nós, o Brasil real, desatar esses nós com a força do trabalho, da fé e da busca incessante pela verdadeira Justiça.

E A BÍBLIA DIZ:

1. Sobre a Liderança e o Bem Comum

Ezequiel 34:2-4 "Filho do homem, profetiza contra os pastores de Israel; profetiza e dize aos pastores: Assim diz o Senhor DEUS: Ai dos pastores de Israel que se apascentam a si mesmos! Não deveriam os pastores apascentar o rebanho? Comeis a gordura, e vos vestis da lã; matais o cevado; mas não apascentais as ovelhas. A fraca não fortalecestes, a doente não curastes, a quebrada não ligastes, a desgarrada não tornastes a trazer, e a perdida não buscastes; mas dominais sobre elas com rigor e dureza."


Filipenses 2:3-4
"Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo. Não atente cada um para o que é propriamente seu, mas cada qual também para o que é dos outros."

2. Sobre Justiça e as Mazelas Sociais

O texto menciona a injustiça, a economia "predadora" e uma justiça "tendenciosa", clamando por um retorno ao básico.

Amós 5:24 "Corra, porém, o juízo como as águas, e a justiça como o ribeiro perene."


Miquéias 6:8
"Ele te declarou, ó homem, o que é bom; e que é o que o SENHOR pede de ti, senão que pratiques a justiça, e ames a benignidade, e andes humildemente com o teu Deus?"

Provérbios 29:2 "Quando os justos se engrandecem, o povo se alegra, mas quando o ímpio domina, o povo geme."

3. Sobre Divisão e Unidade Nacional

O contexto do artigo é um país "dividido" e "polarizado".

Marcos 3:24-25 "Se um reino se dividir contra si mesmo, tal reino não pode subsistir; e se uma casa se dividir contra si mesma, tal casa não poderá subsistir."


1 Coríntios 1:10
"Rogo-vos, porém, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que digais todos uma mesma coisa, e que não haja entre vós dissensões; antes sejais unidos em um mesmo pensamento e em um mesmo parecer."

4. Sobre a Esperança e a Restauração da Nação

Apesar das "desventuras", o artigo termina com um tom realista, mas esperançoso e cristão, focado na bênção natural do país e na fé do povo.

Salmos 33:12 "Feliz é a nação cujo Deus é o SENHOR, e o povo que ele escolheu para sua herança."

Jeremias 29:11 "Porque eu bem sei os pensamentos que tenho a vosso respeito, diz o SENHOR; pensamentos de paz, e não de mal, para vos dar o fim que esperais."


2 Crônicas 7:14
"E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra."

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