“É
grande a preocupação da geração atual sobre a qualidade daquilo que estamos
comendo; eu fico aqui pensando quantos de nós estamos preocupados com aquilo
que está nos comendo”. (Rick
Warren)
Em
continuação ao tema da semana anterior, vimos ali que o “Complexo de Vira-Lata é uma expressão criada pelo dramaturgo
Nelson Rodrigues. Uma figura utilizada por ele para descrever o comportamento
de muitos brasileiros perante suas eventuais derrotas na vida. Uma cisma
pessoal. É “a inferioridade em que o brasileiro se coloca, voluntariamente, em face
do resto do mundo”(WKPD)”. Dali percebemos que muitas pessoas
abandonam suas esperanças e sonhos tão logo os primeiros tropeços de sua vida
aconteçam. Daí um comportamento muitas vezes leviano e vulgar predomina mentes
e corações que passam a se auto-proclamarem pessoas sem solução. Esta desilusão
contamina uma geração que pode vir a compreender que, tal qual um Karma, não
tem jeito. Esta destinada a ser dominada por uma sensação de miserabilidade
moral e ética. Com isto, os sonhos de soluções saudáveis ficam distante e passa
a predominar uma conduta de selvageria econômico-financeiro ao estilo salve-se
que puder. Assim, surgem as falácia de quem se oportuniza da desgraça moral
e da desesperança coletiva. Onde entra, então, o respeito e a dignidade
humanas. Onde figuram os mais nobres e sábios procederes da sensatez. Em que
ficam contidos o bom senso da cidadania, se para construir um lugar melhor suas
mentes mais brilhantes necessitam abandonar a cidade que amam. Afirmações
históricas que dominam o pensar de nossa cidade sugerem uma falta de concretude
eficaz que catapulte nossa vocação para uma efetiva justiça social que fique
longe de discursos vazios ou subornados pela cegueira da sobrevivência inútil.
Por exemplo, diz-se:
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As Siderúrgicas e Empresas do
Pequiá devem investir nas ruas da cidade – Não esperemos por isso. Nossa cidade tem uma
vocação forte nessa área. Façamos logo calçamentos vigorosos e de primeira
qualidade, inclusive, em locais de discussão quanto a origem da
responsabilidade do asfaltamento. Historicamente, todos os dirigentes até hoje
usaram as mesmas justificativas para que o estado das vias do Distrito
Industrial continuassem como estão. É preciso levar a sério a questão Pequiá
que o retorno vem; senão vamos aos pouco ver tudo esvair-se entre os nossos
grossos dedos. Minério aqui é ouro. Então vamos fazer as vias expressas para seu
transporte. Facilitar seu tratamento e beneficiamento. Proteger a fauna e a
flora das agressões. Temos siderúrgicas e não temos bombeiros, nem um hospital
especializado ou setor para queimado com profissionais capacitados. Vamos fazer
logo o dever de casa. Abrir e ceder áreas com isenções municipais programadas,
visando a implantação de indústrias e empresas no local. É urgente o
replanejamento da cidade para que ela seja contemplada com tudo o que ela tem
direito em riquezas;
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Há muitos desempregados em
Açailândia –
Negativo. Há muita falta de criatividade para geração de renda. Veja o quanto
já realizaram o Centro de Defesa dos Direitos Humanos e outras ONGs. Porém,
existe muito mais a ser feito. Temos estradas muito mal aproveitadas. Ali em
suas marginais podem ser feitos quiosques padronizados com artesanatos,
alimentos, vestuários e tudo de bom que nossa terra e nossa gente produzem,
sendo oferecido aos viajantes de forma limpa, ordeira e prestativa;
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Os recursos de Açailândia vêem
somente do Ferro
– É hora de criarmos Parques Ambientais, Hortos Florestais, Instancias
Hídricas, Parque da Cidade, Trilhas Ecológicas, Turismo Ecológico, Turismo
Aventura, Coleta Seletiva do Lixo, Compra de Lixo (Isenção), Mirantes
Ambientais e Estéticos, Aproveitamento das Margens das BRs para cultivo de
hortas como feito em Santa Catarina. Aproveitar todos os rios e lagos da
região, fazendo um estudo profundo de suas qualidades e problemas, visando
criar um programa de revitalização, antes de darmos sua “Extrema Unção” com os
projetos “Fabulo$o$” de
transformação em áreas de lazer. Criar uma Agenda Ambiental e outra Cultural.
Tornar os finais de semana em dias de investimento na família, criança e idoso,
dando transporte gratuito a cada 5° domingo, inicialmente, para todo povo das
8h às 17h. Fazer uma programação focalizada na família e não somente no jovem.
Incentivar, intercambiar e proteger artistas, esportistas, escritores, músicos
e todas as manifestações culturais de forma digna e construtiva. Existem
recursos no Brasil e na União Européia para isso. Alguns impostos sobre o Meio
Ambiente ainda não foram requeridos ao máximo em nossa região ao Governo
Federal. Basta querer;
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Nossas estradas são muito
violentas –
Falácia. Crie-se logo um Albergue do Caminhoneiro, gratuito, com regras claras
e seguras. Ali ele encontra roupa de cama, local limpo e confortável para
dormir e uma alimentação básica a um preço mínimo nas refeições. Com seus
veículos “adesivados” eles divulgarão
Brasil a fora nossa cidade e quererão vir sempre aqui;
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Nossa cidade esta sendo
destruída –
Nossa cidade melhorou em alguns momentos, mas todo o país melhorou muito mais.
Essa é a verdade. Porém, ainda estamos longe de onde deveríamos nos encontrar.
O nosso velho defeito de aguardarmos somente pelas autoridades políticas ainda
perdura. Equívoco. Todos devemos pensar a cidade. Independente de quaisquer
circunstancias.
Para
implementar estas e outras realidades que ainda vou tratar, se me permitirem,
será preciso vencer os nossos complexos nacionais. O Teólogo Episcopal, John
Stott, afirmou: “Ou agradamos as pessoas dizendo o que eles querem ouvir ou dizemos a
verdade que elas não querem ouvir. Ou somos infiéis e conquistamos
popularidade, ou corremos o risco de nos tornarmos impopulares por causa da
nossa fidelidade. Não é possível ser fiel e popular ao mesmo tempo”
A
Bíblia é irretocável em seu Dia Especial, pois é o único livro de fé da
história humana que faz uma auto-critica imparcial de seus heróis e de si
mesma. Ela nunca esperou por críticos. Ela se antecipou a eles (2ª. Pedro
3:14-16). Ela em nosso contexto afirma:
“Bendito seja o Deus e Pai de nosso
Senhor Jesus Cristo! Conforme a sua grande misericórdia, ele nos regenerou para
uma esperança viva, por meio da ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos,
para uma herança que jamais poderá perecer, macular-se ou perder o seu valor.
Herança guardada nos céus para vocês que, mediante a fé, são protegidos pelo
poder de Deus até chegar a salvação prestes a ser revelada no último tempo.” ( I Pedro 1:3-5)
Paz e Bênção
“Venho sem
demora. Conserva o que tens para que ninguém tome a tua coroa.”
(Apoc. 3:11)
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