segunda-feira, 16 de maio de 2011

A NOVA RELIGIOSIDADE


Ai dos que vivem sossegados em Sião, e dos que estão seguros no monte de Samária (Amós 6:1)
    Este é um grito alarmante do profeta Amós: "Ai dos que vivem sossegados em Sião...". Um grito de advertência e repreensão contra a comodidade e indiferença do povo de Deus.
É óbvio que em nossos dias profetas são respaldados por condutas de acertos de previsões ou adivinhações de eventos secretas da vida das pessoas vulneráveis. Enquanto que o profeta verdadeiro sofre um incomodo de Deus para abençoar gerações ainda que isso seja através da botija de uma simples viúva à margem da morte. Assim, há um misto de aspectos humanos e espirituais, carne e espirito, falso e verdadeiro...
Todos nós quando carentes de algo somos remetidos a procura de uma resposta espiritual para nossas mais profundas necessidades. Sendo assim, desejamos que Deus nos fale de um modo direto e único. Recebemos por Palavra de Deus respostas, muitas vezes, cheias de interesses escusos. Um certo dia fui visitar um amigo, e quando lá cheguei, havia uma reunião que tive que aguardar seu encerramento. A discussão era sobre que titulo cada um iria utilizar para apresentarem-se às igrejas. Um se autodenominou pastor, outros dois profetas e um ultimo recebeu o titulo de missionário.  Dai foram pregar nas igrejas de nossa cidade.
Essa vulgarização tem dominado imensamente nossos territórios. Muitas igrejas teem se fechado para receber tais crentes. Contudo, pelo zelo extremos fecham-se para aqueles que genuinamente tem uma vocação bíblica para a obra do ministério.
Há, sim, homens e mulheres de Deus com uma autentica vocação para o exercício da missão profética. Nunca os vi pedir dinheiro, falar de usos e costumes, cooptar pessoas pra sua congregação, explorar os bens dos mais abastados e viver sem pastoreio ainda que de um simples homem de Deus. Todos trazem a marca da submissão e fidelidade a Cristo e amor para com a Igreja. Infelizmente, igrejas ficam renitentes a esses autênticos profetas.
    O profeta Amós viveu em meio a uma congregação parecida em muitos aspectos à Igreja de hoje. Um povo que havia prosperado pela mão do Senhor, mas que pouco a pouco, sem se dar conta, desviou-se do Caminho, corrompeu-se. Os judeus dos tempos de Amós rejeitaram a Lei do Senhor. O Deus Eterno levantou profetas no meio do povo, mas este não os quiseram ouvir, recusando-se a abandonar seus maus caminhos. Em tempos de prosperidade os judeus erravam ao pensar que haviam prosperado pela sua própria força.
Outro aspecto sorrateiro da cegueira espiritual encontra-se na rejudaização da igreja cristã. Durante muitos anos, as igrejas tradicionais e históricas deram ênfase ao Novo Testamento quase com absolutismo. Esvaziaram os símbolos pagãos e católicos dos ambientes de cultos em oposição à idolatria. Igreja surgiram, a seguir, com ênfases individuais muito intensas. Algumas agarraram-se ao sistema(Presbitérios) como forma de sucesso, outras foram pelo caminho das revelações(Visões), outras por dia sagrado(Sábado), outras pelo cerimonial(Batismo), outras Pensamento(Predestinação) outras pela liderança forte(Episcopado), etc... Todos defenderam de forma sacrificial seus temas e ênfases de modo histórico e bíblico. A visão de mundo era o elemento norteador de todas essas descobertas cristãs. Todos tomaram como definitivas as concepções momentâneas que pregavam. O mundo para quase todos ainda não era redondo e sua visão era linear com cultos ainda templários.
Houve um forte distanciamento do Velho Testamento e sua matriz inspirativa para compreensão do caráter do Messias. Creio que Deus levantou uma geração para resgatar tais significados históricos e bíblicos. Desse modo, surgiram os mais diferentes grupos com suas bandeiras de Israel, danças, vestes, celebrações, cultos típicos e todo o aparato judaico. De modo econômico, a visita a Israel tornou-se algo bastante rentável para seus promotores. Ouvi um líder dizer que havia ganho 500 mil reais nessas viagens para a Terra Santa.
De certo modo, houve avanço do povo de Deus, principalmente, com o advento da Teologia da Prosperidade. Esta tirou muitos evangélicos da conduta de “zé povinho” para a postura de Doutor e tal.
Novamente a Serpente do Deserto ficou para ser adorada e tudo isso veio a constituir-se em roteiro doutrinário de grupos cristãos. Hoje é quase obrigatório ter-se elementos judaicos dentro dos cultos cristãos. A história vem a repetir-se mais uma vez.  Nada contra em ter essas ênfases. Tudo contra em torna-las obrigatórias. Isso não ajuda a discernir o Corpo de Cristo. A rota de pastorados, bispados, episcopados, apostolados e patriarcado apontam naturalmente para o Papado. Pois, foi por esse mesmo caminho que ele se originou. A autoridade sacerdotal passa a ter um poder e liderança incontestáveis. Números cabalísticos e flamulas diversas são difundidos como fundamentos cristãos genuínos. Por outro lado, igrejas de grande fervor mistico que a tantos arrastaram na história para uma vida de santidade e compromisso, dão sinais claros de fossilização pelo fascinio reinante com  a Teologia e seus dogmas. Assim perdem a pureza de alma, atraindo a soberba religiosa. Assim regredimos na evolução.
Paul Tillich vê o cristianismo marcado por uma forma de entender o mundo a partir de um fundamento que determina o comportamento, as formas de racionalidade, pensamento e entendimento, dando conteúdos e limites à noções amplas como lei, democracia, justiça, ética, perdão, sexualidade, etc.
O cristianismo é portador de poder e oferece à humanidade uma mensagem de vida, de conhecimento e de verdade, tanto para a pessoa como para a sociedade.
É bem verdade que em alguns cristãos causa confusão o Paulo de Atos dos Apóstolos e o Paulo das Cartas Paulinas. Parecem duas pessoas distintas, mas são a mesma, e tantos não compreendem os formatos paulinos para ganhar pelo Evangelho. Uma Nova Religiosidade está em curso no meio cristão. Da antiga Carta de Transferencia ou de Apresentação. Agora é o "Vai lá e pede a Benção do seu Lider"; fica aqui alguns meses sentado que já poderemos dizer que você foi submisso e pode liderar. A antiga Classe de catecumenos agora é a Celula de Consolidação; Já um tal: Carro de Apostolo; empresas dos USA dão glória aos seus seguidores de corrente ou piramide em Network Marketing comercial; nós exaltamos os mais produtivos com visitas a capitais brasileiras ou a Israel, etc; tudo como formula de sucesso na outra ponta da Prosperidade preconizada, com direito a rebatismo e tudo mais. O servo virou senhor, como resposta ao sistema frio de governos anteriores de igreja. Estamos com muitos Ungidões e pouco servos. A ovelha não é mais livre. É propriedade de lideres e são amaldicoadas se mudarem de ideia quanto ao ministério. Ficam esquizofrenizadas na vida espiritual. Sucesso antigamente era ter um curso nos USA; hoje é ter um curso em Israel. Tudo isso sem demérito algum aos cursos e viagens.
Quando o evangelho começou a ganhar força no Brasil, sobreveio um forte e intensa perseguição. A Maçonaria exerceu um papel preponderante na anulação dos efeitos e das matrizes perseguidores, impedindo que o exterminio religioso contra protestantes tomasse o vulto desejado pelos algozes. Muitos evangelicos tornaram-se membro da ordem maçônica brasileira. Passado todo aquele processo, diversos lideres passaram a preconizar a entidade como forma de garantia ministerial, enquanto outros a hostilizavam frontalmente por seus ritos e praticas.
    Amós advertiu um povo acomodado, indiferente, insensível. A estes o Deus Eterno prometeu um "ai". Que pena que as pessoas, geralmente, custam a entender a gravidade de um "ai" pronunciado por Deus.
A nossa diversidade religiosa é saudável, mas também pode ser o nosso próprio veneno. Por ela muitas rebeliões se concretizam com enorme facilidade e profusão. Feudos com o nome de democracia batista ou congregacional, etc... instituíram-se de modo feroz e cruel. Todos os sistemas produziram sempre monstros. Hoje muitas pessoas já se encontram fossilizadas em seus ritos denominacionais, perdendo o sentido e a visão do puro Evangelho. Preferem não Remover os Marcos antigos, sem perceberem que essa visão territorial não tem cabimento perante a obra Redentora de Cristo.
No cristianismo as pessoas são santas, mas as coisas não. A rejudaização caminha paralelamente com a superstição e feitiçaria. É parente da paganização. Não estou tecendo um colcha de retalhos. Tudo isto é produto de uma hermenêutica defeituosa, que não compreende as distinções entre os dois Testamentos, os critérios diferentes para interpretá-los, a pompa e liturgia do judaísmo em contraposição à desburocratização do cristianismo e que a palavra final de Deus foi dada em Jesus Cristo. Há um fetichismo com terra santa, areia santa, água santa, sal santo, folha de oliveira santa, etc
Em resumo, temos que aprender com o Velho Testamento e a Nação de Israel, que tanto honramos e amamos, aprender com as demnominações históricas, modernas e recentes, mas não podemos frustar a Graça de Deus, nem mesmo quando somos crucificados com Cristo (Gálatas 2:20,21).
    Ai dos que vivem com tantas facilidades sem se importar com a situação da Igreja do Senhor. Ai dos que vivem com tantas facilidades sem se importar com a situação dos milhões de perdidos que a Igreja precisa e deve alcançar. Ai dos que repousam na Igreja e passam pelas semanas da vida sem reagirem à Mensagem do Senhor, sem responder ao chamado do Senhor para orar, para buscar Sua Palavra, para viver uma vida santa e para testemunhar do Seu amor aos perdidos.
    E quanto a você? Será que é um dos que "vivem sossegados em Sião"?
E a Bíblia diz:
E, quanto àqueles que pareciam ser alguma coisa (quais tenham sido noutro tempo, não se me dá; Deus não aceita a aparência do homem), esses, digo, que pareciam ser alguma coisa, nada me comunicaram; (Galatas 2:6)
At 17.24, 1 Co 3.16, 6.19 e Hb 3.6, Ap 5.9, Hb 1.1-2, João 4.23,

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